Santos prepara para aproveitar situação financeira de Textor e contratar astros do Lyon
Nesta quarta-feira (25), os torcedores do Lyon foram surpreendidos com a decisão da Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) da Liga de Futebol Profissional da França (LFP) em rebaixar o clube. Como resultado do descenso, o Santos pode se aproveitar para oficializar a contratação de Adryelson, zagueiro campeão da Libertadores e do Brasileirão com o Botafogo.
Após fracassar ao tentar comprovar o respeito às regras do Fair Play Financeiro, John Textor, acionista do Lyon, se viu de mãos atadas. Outrora dificultando a venda de alguns jogadores, o empresário deve pisar no freio na próxima janela de transferência. Isso porque o clube europeu necessita equilibrar as finanças para não sofrer novas sansões.
Embora siga tentando reverter a situação com a Liga de Futebol Profissional da França, o dono do Botafogo entende que o curso dificilmente será alterado. Assim, a saída de alguns atletas está mais que confirmada, tendo em vista que jogadores da alta prateleira se recusam a disputar a segunda divisão do Campeonato Francês.
Adryelson não se posicionou sobre o caso, uma vez que seu empréstimo ao Anderlecht, da Bélgica, detém validade até o final de junho. Porém, há indicativos de que o zagueiro priorizará a estadia no Velho Continente, podendo ser negociado pelo Lyon na próxima janela.
Textor sai em defesa do Lyon
Para evitar o rebaixamento do time francês, a Direção Nacional de Controle e Gestão esperava garantias de que o clube faturou 100 milhões de euros na atual temporada. Dessa forma, John Textor vendeu suas ações do Crystal Palace (Inglaterra) por 190 milhões de libras (cerca de R$ 1,4 bilhão na cotação atual).
Nesse ínterim, parte do valor foi injetado na Eagle Football, holding que comporta Botafogo, Lyon e Daring Brussels (antigo Molenbeek). Contudo, a DNCC não aceitou os valores do empresário, que disparou contra a ação de querer prejudicar os franceses mesmo com as provas anexadas ao processo.
“Todos sabem por quanto vendemos o Crystal Palace. Esse dinheiro está investido na Eagle. Obviamente, gostamos de usá-lo para pagar nossas dívidas. Também gostamos de disponibilizar parte dele para a empresa. A Uefa nos pediu para investir uma quantia na empresa para garantir nossa sustentabilidade e tranquilizá-los. Atendemos ao pedido e fornecemos essa quantia. E esta é a apresentação que fizemos à DCG’, comentou Textor.



